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Câncer de pênis: Sintomas, diagnóstico e tratamento




O pênis é o órgão sexual masculino. Em sua extremidade existe uma região mais volumosa chamada glande (“cabeça” do pênis), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.

O câncer que atinge o pênis está muito ligado às condições de higiene íntima do indivíduo, sendo o estreitamento do prepúcio (fimose) um fator predisponente.

Epidemiologia

O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em indivíduos a partir dos 50 anos de idade, muito embora tumores malignos do pênis possam ser encontrados em indivíduos jovens. Está relacionado às baixas condições sócio-econômicas e de instrução, à má higiene íntima e a indivíduos não circuncidados.

No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

Consulte a publicação Estimativa 2008 Incidência de Câncer no Brasil.

Sintomas

A manifestação clinica mais comum do câncer de pênis é caracterizada por uma ferida ou úlcera persistente, ou ainda por uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de uma destas manifestações, associadas à presença de uma secreção branca (esmegma) pode ser um sinal de câncer no pênis. neste caso, um especialista deverá ser consultado.

Além da tumoração no pênis, é possível a presença de gânglios inguinais (íngua na virilha), o que pode ser um sinal agravante na progressão da doença (metástases).

Fatores de risco

Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande (“cabeça” do pênis), dificultando assim uma limpeza adequada.

Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo. Alguns estudos científicos sugerem a associação entre infecção pelo HPV e câncer de pênis.

Prevenção

Para prevenir o câncer de pênis é necessário uma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar às crianças desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.

A cirurgia de fimose é uma operação simples e rápida, que não necessita de internação. Esta operação, chamada circuncisão, é normalmente realizada na infância.

Tanto o homem circuncidado como o não-circuncidado reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bons hábitos de higiene.

Detecção precoce

Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento e é facilmente curado. É importante, ao fazer a higiene íntima, realizar o auto-exame do pênis.

Ao realizar o auto-exame, os homens devem estar atentos à:

  • Perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas;
  • Feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentem secreções e mau cheiro;
  • Tumoração no pênis e/ou na virilha (íngua);
  • Inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.

Ao observar qualquer um destes sinais, é necessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico

Cerca de mais da metade dos pacientes com câncer de pênis demoram mais de um ano para procurar assistência médica, após o aparecimento das lesões iniciais. Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura.

Todas as lesões ou tumorações penianas, independente da presença da fimose, deverão ser avaliadas por um médico: principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aos tratamentos convencionais. Estas lesões deverão ser biopsiadas ( retirada de um fragmento) para análise , quando será dado o diagnóstico final.

Tratamento

O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas. A cirurgia é o tratamento mais freqüentemente realizado para controle local da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento local da doença e a posterior amputação do pênis, que trazem conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Fonte: INCA

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Catarata: Causas, sintomas e tratamento

A catarata é patalogia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. Pode ser desencadeada por vários fatores, como traumatismo, idade, Diabetes mellitus, uveítes, uso de medicamentos,etc.. Tipicamente apresenta-se como embaçamento visual progressivo.

É uma doença conhecida há milhares de anos e sua cirurgia já é realizada há séculos.

Atualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata, consiste da remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração do núcleo, num processo chamado Faco-emulsificação, e posterior implante de uma lente intra-ocular.

A evolução da técnica permite hoje incisões muito pequenas, entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e possibilitando assim, que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios), saindo da sala de cirurgia já enxergando, com uma visão bem próxima da visão esperada, a qual costuma ocorrer em cerca de 1 mês após a cirurgia.

A grande dificuldade enfrentada por quem tem catarata é ansiedade decorrente da falta de visão, durante o tempo de espera para a cirurgia, pesadelo este que pode ser aliviado com o uso de óculos terapêuticos de PinHole (pequenos furos)que apesar de não curarem a catarata, torna possível em muitos casos, dar conforto visual ao paciente, enquanto este espera a realização da operação, pois os pequenos furos das lentes filtram os raios de luz que borram a visão, propiciando visão clara dos objetos. Estes óculos também ajudam muito nos casos em que após a cirurgia, restam defeitos visuais como halos ou raios em torno dos objetos luminosos observados.

Fonte: Wikipoédia

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A Rubéola ou Rubela é uma doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É uma doença geralmente benigna, mas que pode causar malformações no embrião em infecções de mulheres grávidas.

Vírus da Rubéola:

  • Grupo: Grupo IV ((+)ssRNA)
  • Família: Togaviridae
  • Género: Rubivirus
  • Espécie: Rubella virus
  • Doença infecciosa aguda benigna
  • Disseminação: Respiratória e contato pessoal intimo e persistente.
  • Período de incubação:12 a 19 dias.

O vírus da rubéola é um togavírus com genoma de RNA unicatenar (simples) de sentido positivo (serve de mRNA para síntese protéica diretamente). Possui um capsídeo icosaédrico e um envelope bilipídico.

Epidemiologia

A rubéola é um dos cinco exantemas (doenças com marcas vermelhas na pele) da infância. Os outros são o sarampo, a varicela, o eritema infeccioso e a roséola.

Progressão e sintomas

A transmissão é por contacto directo, secreções ou pelo ar. O vírus multiplica-se na faringe e nos órgãos linfáticos e depois dissemina-se pelo sangue para a pele. O período de incubação é de duas a três semanas; e o período de trasmissão ocorre em uma semana antes de aparecer o exantema cutâneo,(manchas avermelhadas na pele)geralmente na pior fase da doença. A infecção, geralmente, tem evolução benigna e em metade dos casos não produz qualquer manifestação clínica. As manifestações mais comuns são febre baixa (até 38°C), aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, hipertrofia ganglionar retro-ocular e suboccipital, manchas (máculas) cor-de-rosa (exantemas) cutâneas, inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés e em geral desaparecem em menos de 5 dias. Outros sintomas são a vermelhidão (inflamação) dos olhos (sem perigo), dor muscular das articulações, de cabeça e dos testículos, pele seca e congestão nasal com espirros. O vírus da rubéola só é realmente perigoso quando a infecção ocorre durante a gravidez, com invasão da placenta e infecção do embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação. Nessas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e malformações congênitas (cataratas, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental ou espinha bífida). Uma infecção nos primeiros três meses da gravidez pelo vírus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é difícil por semelhança dos sintomas com os dos outros exantemas. É mais freqüentemente sorológico, com detecção de anticorpos específicos para o vírus, ou por ELISA (teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos no soro). A doença não é séria mas crianças de sexo masculino necessitam tomar vacina, que freqüentemente são inoculadas para prevenir as epidemias ou que depois infectem, no futuro, companheira grávida não vacinada. Às de sexo feminino é administrada sempre, devido ao risco de que apareça mais tarde durante períodos de gravidez. A vacina é composta por vírus vivo atenuado e causa a doença em 15% dos casos, mas como já foi dito, em crianças é inócua. A vacina permitiu a sua erradicação em Cuba em 1993 — o primeiro país a consegui-lo. A doença só é grave em mulheres grávidas.

Tratamento

  • Não existe tratamento antiviral especifico
  • Normalmente é sintomático (analgésicos como o paracetamol)

Fonte: Wikipédia

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